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| Cidade de Sta.Izabel do Pará, vista parcial do Bairro Centro |
É impossível se imaginar um município que pretende desenvolver-se, sem que haja uma discussão aprofundada e abalizada nesse sentido, a partir dos seus lídimos mandatários.
Sta. Izabel como muitos sabem, despontou como uma vila promissora, e por esse motivo o então governador Magalhães Barata lhe elevou à condição de município em 1934, através de decreto e que a partir de então, chegou a ser um dos mais destacados e prósperos em nossa região, até por volta dos anos 50. Daí em diante fora sufocado por um grupo político, cujo chefe passou a ditar todas as normas, elegendo-se deputado estadual por cinco mandatos,´pesadelo que durou por cerca de 30 anos. Fora sem sombra de dúvidas, o período mais crucial para este município, que sofreu um grande retrocesso no campo social e econômico. Apesar de já existir uma tímida oposição a todos esses desmandos nos anos 60, o pseudo-líder e seus fiéis correligionários tinham respaldo político nas esferas mais altas e por isso conseguiram "comandar" o município por todo esse tempo. Com o desaparecimento dessa excrecência política por volta dos anos 80, foi que esta terra passou a respirar e ter a oportunidade de seguir seu curso normal. Mesmo assim, as mazelas daquela rançosa políticalha deixaram chagas bastante profundas, isto é, um município desestruturado sem norteamento, sem lideranças e naturalmente sem perspectivas de crescimento. Hoje, passados 38 anos do cruel pesadelo, Sta. Izabel infelizmente ainda se recente do resultado nefasto dessas três décadas perdidas, quando ainda se percebe a necessidade de avanços significativos no sentido do seu desenvolvimento . A ausência de programas viabilizadores que venham impulsionar a nossa economia, tornou-se lugar-comum, o que reflete as inúmeras carências para uma população que se multiplica a cada ano e que por sua vez, clama por ações promissoras em todos os setores vitais do município. Conclui-se portanto que não se pode todavia aspirar o desenvolvimento , persistindo-se ainda em um modelo político vicioso e inadequado, que opta pelo caminho do assistencialismo -,embora se comprove a sua extrema ineficácia, no que tange geração de emprego e renda, o que só será possível com o aumento da produtividade como um todo.
Enquanto isto, resta o clamor popular, reivindicando aos governantes, mais empenho e uma visão política mais abalizada e aprofundada, que gerem iniciativas eficazes e concretas e que venham se transformar em progresso, trazendo em seu bojo esperança e bem-estar, isto é, melhores dias para o nosso povo.


