segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

OS DONOS DA RUA

A avenida interditada

    Virou moda, e agora todos os finais de semana alguns, que se presumem "donos da rua", fecharem a Av. Pedro Constantino a partir da Trav. João  Pessoa até a Rua Cap. Noé de Carvalho (em frente ao estádio do Izabelense), onde o trânsito é intenso, com o firme propósito de realizar festas. Para os "promotores" deve ser rentável, porém poucos se lixam se a artéria ficará isolada por 48 ... 72 horas -,se o ruído ensurdecedor das aparelhagens sonoras perturba os que ali residem, se impedem o direito de ir e vir das pessoas, se ali moram além de idosos, crianças e até enfermos ou convalescentes e, se estão infringindo ou não as normas legais. O que se sabe porém, é que virou rotina e vai continuar se alguém não tomar nenhuma providência.
   Pra se ter uma ideia, fecharam aquela avenida no sábado (16/02) às13 h e hoje segunda-feira (18) às 06 h, ainda permanecia interditada.
   Não se pode portanto fazer-se concessões a uns, em prejuízo de tantos -dessa maneira, subentende-se que qualquer um pode fechar uma rua para realizar festas em seu proveito e dane-se quem quiser.
   Onde anda mesmo o Código de Posturas??? 
   

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

V E R G O N H A

Quem conhece Capanema (a cerca de 170 km de Belém), sabe que existe um Terminal Rodoviário bem na entrada da cidade. Porém a Prefeitura local já deve ter concluído a reforma de um outro que fica no centro, transformando-o em um confortável e moderno espaço urbano para ônibus e passageiros.  

Esta foto é de uma parada de ônibus há 35 km de Belém na BR-316. Sabem aonde é ???
  

domingo, 10 de fevereiro de 2019

A INDOMÁVEL


   Vovó Matuzalena disse de forma irredutível e determinada, que é totalmente contra a prisão em Segunda Instância. Ela quer que o ratuíno que subtrai o nosso rico dinheirinho, seja trancafiado logo na Primeira. 

DESRESPEITO À CIDADANIA


     Ao conceder-se permissão de festas em pleno logradouro público, inclusive interditando-se a via por mais de 24 horas, tem que haver mais acuidade senão reflexão.O fato é recorrente desde o ano passado (2018), quando promotores de festas fecharam um quarteirão inteiro da Av. Pedro Constantino, bem no bairro Centro da cidade, e ali promoveram festas carnavalescas e juninas, como se fosse um ambiente particular ou extensão de suas propriedades, que se possa utilizá-lo para angariar lucros. A prática como se sabe, além de ferir o direito de ir e vir dos indivíduos, obriga as pessoas do entorno a madrugar, não pregando o olho, ao som dos potentes aparelhos sonoros, que vara a madrugada. É preciso que se pense, que ali moram várias famílias, dentre as quais idosos e crianças, que não podem ser privados do tácito direito do repouso, além da locomoção normal pela artéria e que a referida avenida, está longe de ser uma Marques de Sapucaí. Para se ter uma ideia, esta artéria que é bastante movimentada, foi fechada desde ontem às 12 horas e possivelmente só será reaberta amanhã (segunda-feira). 
    É verdade que os promotores visam lucros -o que não temos nada contra- porém cabe a quem de direito, pesar e sopesar, quando e aonde devem ser permitidas licenças para tais festanças, uma vez que a cidade possui locais propícios e mais adequados para tal, sem que venha importunar o bom descanso e o sossego de terceiros.
    O direito do cidadão tem que ser observado e portanto respeitado e, em não se havendo uma reclamação ou entendimento, obviamente que o problema tenderá repetir-se várias outras vezes.
    
    
      

sábado, 9 de fevereiro de 2019

QUEM FOI O CRAQUE


    Quem vê hoje aquele cidadão por nossas ruas, alto, de porte esguio, cabelos totalmente esbranquiçados e montado em sua inseparável bicicleta, não sabe que se trata de um dos melhores meias de armação que vestiu a camisa número 8 do Atlético Clube Izabelense nos anos 50. Trata-se de Augusto Lourenço Barros, ou Ceará, como ficou conhecido nas quatro linhas e após ter parado de praticar o futebol. Era um jogador participativo e técnico que fazia a função de ligação com bastante habilidade e precisão nos passes. 
    Natural de Fortaleza-Ce, onde atuou na equipe juvenil do Ceará Sporting e aqui chegou na metade do século passado. Ao fazer os primeiros ensaios ainda no modesto campo do Vermelhão, foi aprovado e logo assumiu a posição e por longos anos formou numa linha atacante que se completava com Bira, Orivaldo, Walter e Zico. Com orgulho, comenta os inúmeros troféus que ajudou o Izabelense conquistar, porém não esconde a decepção, em saber que todo acervo de taças e fotos memoráveis (que eram muitas), foram extraviadas ou subtraídas do clube. Ele relembra com clareza de um desses troféus, que foi conquistado na cidade de Castanhal, em um torneio onde participaram: os donos da casa (Castanhal E.C.) o Panther, (clube de nossa Capital que disputava a primeira Divisão), o Moema (de nossa vila), além do Izabelense. Ao final ficaram: o nosso Vermelhão e a equipe de Belém, que empataram no tempo normal e foram decidir em pênaltis. O excelente arqueiro Quirica pegou todos e chegaram em Sta. Izabel, que os recebeu em festa. Comenta com uma ponta de vaidade, que viveu a fase do amadorismo, onde o atleta tinha apenas o carinho e o apoio dos torcedores, porém era gratificante. 
    Chegou a citar alguns jogadores que mais se destacavam em sua época, como: Quirica, Caboclo Orlando, Pedro Brito, Jaú, Orivaldo, Duca dentre outros.
    Nos esclareceu também na oportunidade, que seus filhos tiveram realce atuando pelos principais clubes locais.
    Augusto ou Ceará, hoje na casa dos 80 anos, disse que poucas vezes voltou ao Abreuzão após ter deixado de jogar futebol, e apenas guarda consigo as grandes recordações daquele esquadrão difícil de ser batido em seus domínios, que era o Atlético Clube Izabelense de sua época. Porém ainda assiste vez por outra, o futebol através da TV, junto aos familiares, no Bairro de São Raimundo onde reside há bastante tempo. 
    Aí portanto caro desportista,uma pequena história de um grande atleta que deu muitas alegrias à torcida Alvirrubra nos idos de 1950, porém esquecido como tantos outros, em um clube que já teve sua grande fase, organizacional, que o fazia ser um dos grandes representantes do nosso futebol. Porém craques assim, não podem deixar de ser incluídos na grande Galeria dos Atletas Izabelenses.  

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

POEMINHA OVOLÓGICO

                                                                           
                                 Pobre intão daquele  
                                 Que vive di inlusão
                                 Uma vez discunfiado
                                 Deve tomá precaução
                                 Se ele hoje tá fumado
                                 Cansado di enrolação
                                 Se livre do mau político
                                 Qui aproveita a ocasião
                                 Enquanto ele passa filé
                                 Nos sobra ovo cum pão

                                                                       (Izabelino Paraense da Silva)

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

A VELHA E ATRATIVA BRAGANÇA

A orla com o Rio Caeté ao fundo

     No sábado (02 fev.) resolvemos dar uma esticada até o quadringentenário município de Bragança. Numa viagem sem muita pressa, ali se chega dentro de duas horas e meia, apreciando-se a natureza a transformação e crescimento de alguns municípios do entorno como Capanema e outros. A porta da velha Pérola do Caeté se nos apresenta desde uns 3 quilômetros, antes de atingirmos o coração da velha cidade, que amigavelmente nos recebe e nos mostra sua arquitetura mista, entre o século 17 e o moderno, da mesma forma contrastam-se suas vielas e agora suas largas e bem cuidadas avenidas. Bragança debruçada sobre as margens do rio Caeté, parece já ter esquecido quando lhe tiraram um de seus primitivos caminhos, a Estrada de Ferro, que tinha ali o seu final de linha há mais de meio século e que lhe dava um ar de altivez e orgulho.
    Hoje aos 409 anos e cerca de 130 mil habitantes, Bragança apesar dos seus 220 quilômetros distantes da capital, sobreviveu à adversidade e optou por explorar os seus valores culturais através do turismo, como as históricas igrejas: Catedral de Nossa Senhora do Rosário, de São Benedito,o Palácio Episcopal,o Forte do Caeté, a Casa da Cultura, o Mirante, além do moderno Estádio São Benedito recentemente construído; tendo também como um grande trunfo suas belas praias: de Ajuruteua, do Grilo e a panorâmica Ilha do Canela. Outros grandes atrativos são: o Círio de Nossa Senhora de Nazaré,a Festividade de São Benedito, a Marujada, o Carnabragança, dentre outras manifestações culturais.
  Em Bragança funcionam na área educacional o tradicional Instituto Sta. Terezinha, os campus universitários da UFPa e UEPa, além de outras faculdades.
 Qualquer visitante reconhece porém, que hoje a rodovia que lhe dá acesso não é condizente com a região, dado o movimento aos finais de semana, feriadões e o período de férias regulares -, tratando-se de uma estrada bastante estreita, que oferece um certo grau de perigo, para um volume de veículos cada vez mais crescente.
    Em que pese todos esses anos de fundação, temos que elogiar a força de vontade daquele povo, de seus homens públicos, que souberam dar a volta por cima e hoje buscaram na sua história, na sua tradição, nos seus valores turísticos, na sua culinária, na atividade pesqueira de seus cursos d`àguas,nas suas belezas naturais e na sua rica cultura, a força necessária para não estacionar ou mesmo submergir, como muitos municípios pós a extinção da Estrada de Ferro de Bragança.
    Uma visita a Bragança além de algo salutar, é ao mesmo tempo, uma verdadeira aula de persistência e superação desses irmãos tão próximos de nós.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

LETARGIA POLÍTICA

Colégio Antonio Lemo, relíquia inaproveitada

    Os anos se passam e a sensação que se  tem é de um município movendo-se sobre uma grande esteira rolante, que não lhe permite avançar. É verdade que se diga que já estivemos em situações bem mais delicadas, quando o município andou beirando à insolvência ou ao caos generalizado, sempre em função da incongruência política. Chegamos portanto há oito décadas e meia de emancipação, sem no entanto conseguirmos nos libertar das amarras do passado, onde se tentava dirigir o município de forma isolada e internamente. Os anos porém se encarregam de expor o crasso engano, mostrando que 80 anos depois, se continuarmos com o mesmo pensamento administrativo, iremos estagnar ou o que é pior, retroceder no tempo e no espaço. Significa dizer que durante todo esse período trabalhou-se com um sistema político meramente ultrapassado, onde as administrações assumem a condição de apenas gerenciar o que lhe cai às mãos, isto é, sem se preocupar em reprogramar-se criando novas fontes de produtividade, o que encerraria logicamente mais rentabilidade ao erário. À partir dessa falta de visão mais ampla, é que vão se acumulando inúmeros problemas e que juntos, fazem com que a máquina emperre, causando por conseguinte, o marcar passo do município. 
     As gestões por excelência, se alternam entre médias e caóticas. No primeiro caso, deixam pelo menos as finanças saneadas, portanto sem muitas complicações ao sucessor ; já no segundo, excedem-se em gastos mirabolantes que obriga o novo gestor a contorcionismos e virações, gastando às vezes dois anos de seu mandato para tentar um aparente reequilíbrio das contas. Como via de regra, os mais "prudentes", preocupam-se mais em não piorar, evitando um possível caos administrativo, do que partir para uma administração mais ousada e bem planejada onde a meta principal e única seria o fortalecimento do município social e economicamente. E assim, nessa dualidade de receio e incapacidade de buscar novos empreendimentos, os anos vão passando e o município perdendo cada vez mais competitividade, afastando-se constantemente das aspirações do seu povo, que é viver em um lugar que lhe ofereça pelo menos cinco condições básicas de sobrevivência : emprego, saúde, educação, segurança e lazer. Na educação principalmente, ao invés de pugnar-se para elevar o município como um grande polo  da ciência e do saber, principalmente por já termos uma instituição como o Colégio Antonio Lemos, eis que surge a estranha e incabível ideia de desvirtuar a sua verdadeira função que sempre foi, uma fonte e orgulho de todos nós izabelenses no campo do saber, transformando-o numa área meramente administrativa. Não se sabe porém, se todos os verdadeiros filhos desse torrão, concordariam com tamanho disparate. Comprova-se isto quando se vê municípios vizinhos valorizando o ensino cada vez mais e transformando antigos prédios em estabelecimentos de cursos superiores, como o caso de Castanhal, Bragança, Vigia e inúmeros outros,que com esforço e dedicação conseguiram instalar campus da UFPa e da UEPa e até faculdades particulares em seus territórios.
   Comprova-se tudo isto, olhando-se o panorama crítico da Educação municipal neste aspecto e que infelizmente é fruto de anos e anos de letargia e descaso nos arraias políticos de nossa terra. 
                  

BAÚ DA BOLA

Para os desportistas mais novos, este foi um dos melhores pontas-esquerdas e depois meio campista que atuou no nosso futebol nos anos 60. Tr...