sábado, 10 de agosto de 2019

AO MEU P A I

Orlando Lino

     Pela tua tão breve passagem por esta terra, deixastes sementes, logo a prova insofismável de tua existência. Fomos quatro rebentos, que hoje sequenciaram e transformaram esta grande árvore genealógica, em netos, bisnetos, trinetos e ... só a eternidade dirá quantos descenderão do casal Você e Mamãe. A família cresceu e crescerá, na forma natural do ciclo da vida. 
     Hoje não é só o único dia que deves ser lembrado, porque os Pais sempre foram e serão lembrados todos os dias em que acordamos e percebemos que existimos e se existimos é porque logicamente tivemos nossos genitores. 
    Cada pessoa tem sua história mesmo entre membros da mesma consanguinidade. Eu como o último da prole, não tive a felicidade de te conhecer mais na tua essência,assim quis o destino, porque quando desencarnastes eu contava apenas quatro anos. Por isso me restaram muito pouco do teu semblante, da tua alegria, do teu afago, do teu calor, do teu ombro amigo e paterno. Mas conforta-me ter passado esses 48 meses contigo, porque tenho certeza que como outras crianças cheguei a conhecer meu Pai  -em que pese tantas outras não terem tido este privilégio. Agora, 71 anos do teu passamento, o que me orgulha e sempre me orgulhará, são os relatos de tua companheira (minha Mãe), que levou a vida me ensinando e me orientando como seguir nesta espinhosa missão terrena. E, que tudo que ela me repassou, para que eu me norteasse nesta caminhada, fora o que ela viu e ouviu ao conviver contigo.Pai, você me deixou além da vida, um exemplo de trabalho, humanismo,honestidade e perseverança. 
    -O que eu deveria pedir mais?
    -Parabéns neste, e todos os dias meu Pai, Osvaldo Lino! 

terça-feira, 6 de agosto de 2019

JAÚ, UMA DAS LENDAS DO NOSSO FUTEBOL


      Estávamos nos anos 40 e o Izabelense que sempre mantinha um time à altura de sua tradição, acabava de  desfalcar-se com a saída de Pedro Brito (ou Pedro Maçã), um grande centro-médio que deixava a cidade e ía morar na capital. Pouco tempo depois, aparecia no "estadinho alvirrubro" um mulato com cerca de 1,80 m de altura, físico atlético, porém com o membro superior esquerdo mutilado próximo ao cotovelo. Apresentou-se ao técnico (possivelmente o professor Domingos) e solicitou uma vaga nos treinamentos, dizendo que atuava como "center-half".  Logo no primeiro treino mostrou desenvoltura e familiarizou-se com a turma, ficando conhecido como Jaú, mas na realidade chamava-se Raimundo Cosme da Silva e se dizia cearense. Mais tarde, já aclimatado, contou aos novos colegas que passou um tempo residindo em Belém e chegou a disputar o Campeonato Suburbano, atuando pelo São Joaquim, agremiação do Bairro da Marambaia. Também acrescentou que perdeu a parte do braço, ao cair de um bonde em movimento, quando ainda servia ao Exército Brasileiro em nossa capital -,fato que nunca o impediu de jogar futebol, sua maior diversão. Praticava um futebol sério, sendo excelente no desarme, na cobertura e bom cabeceador.Sua chegada caiu como uma luva, pois o Vermelhão necessitava de um jogador naquela posição, com a saída de Pedro Brito. Jaú logo passou a atuar na ala intermediária, com os jogadores Major e Milton, formando um verdadeiro ferrolho naquele setor. Daí em diante, foram tantas as façanhas com muitas vitórias e conquistas de trofeus ao lado de outros craques da época como: Quirica, Caboclo Orlando, Orivaldo, Bira, Ceará, Quarentinha, Walter, Bito,Vela Branca, dentre outros mais. E nos anos 60 (à esta altura com mais de 40 anos) ainda formou com uma leva de novos valores, onde pontificavam: Cacareco,Jurandir,Chico, Osvaldino, Pipio, Orlandino, Lola e Alderico. Jaú ainda quase chegou à nossa primeira Seleção Municipal, pois a Liga fora fundada em 1964, porém ele já contava com cerca de 45 anos. Foi juntamente com outro expoente o Caboclo Orlando, os que mais vestiram a jaqueta do nosso Alvirrubro, atuando com três gerações, entre 1940 a 1960.  Em rodas de boleiros, ele relembrava inclusive com uma ponta de orgulho, uma partida em que o Izabelense goleou a Seleção de Castanhal (em jogo treino) e fora de casa, pelo placar de 3 x 1. O detalhe é que ele, Jaú, preconhizara que íamos golear o adversário e ele ainda ía sentar na bola em pleno jogo. Cumpriu o prometido para a ira dos castanhalenses.
     Como tive o privilégio de atuar nas quatro linhas com este verdadeiro gigante do nosso futebol, posso testemunhar, o seu empenho, sua garra e o todo o seu amor que dedicou às cores Alvirrubras em várias batalhas que enfrentamos juntamente com  outros grandes companheiros, em memoráveis fases e temporadas. 
   Craques dessa estirpe, merecem ser eternizados na Galeria dos Grandes Atletas Izabelenses.

    Por: Orlando Lino

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

PROGRAMAÇÃO EM FASE EXPERIMENTAL


CONEXÃO GERAL; TARDE MUSICAL SIP ONLINE; BOA NOITE STA. IZABEL

Ouça, participe, reivindique,dê o seu recado,você é a fonte da notícia!


Fone: 3744 -2369

O PREÇO DA INEXPERIÊNCIA POLÍTICA

UPA que já funcionou, agora mais parece um elefante branco.
    Não é de hoje que Sta. Izabel paga um preço muito alto, pela maioria de seu povo se portar como subserviente a determinados cidadãos travestidos de políticos. É provável que esteja aí toda explicação do porquê de não termos progredido. 
   Puxando um pouco de nossa história, ali pelos anos 50, este município permaneceu por cerca de 30 anos paralisado e aprisionado sob a tutela de uma politicalha que, como não poderia deixar de ser , lhe legou a marca do retroagimento e do descompasso. O fato prendeu-se a um cidadão filho da terra, que resolvera ser político e, que acabou sendo por cinco vezes deputado estadual. Resultado da opereta: nos deixou após mais de 3 décadas, um município estagnado, solapado, sem futuro e ao Deus-dará. Porém esta anti-política era alimentada por inúmeros correligionários, enquanto a maioria da população ficara presa, por um favor médico ou mesmo um emprego para si ou para parentes próximos. Qualquer cidadão de bom senso, logo percebe que esse tipo de política clientelista, apenas serve àquele que faz o favor e ao outro que se beneficia. A história está aí pra contar, como este município foi deixado nos anos 80: sem rumo, e sem políticos à altura que pudessem retirá-lo do tenebroso brejo. Hoje infelizmente ainda nos ressentimos desse verdadeiro retrocesso, que igualmente sem uma política criativa,capaz e progressista, faz com que o município não consiga dar passos substanciais em direção ao progresso -algo que todos os izabelenses dessas novas gerações já devem ter pressentido, ao não terem expectativa de colocação, isto é, perspectivas de emprego e renda. Muitos percebem que paramos no tempo e no espaço, apesar de meia dúzia dizer ao contrário, por conseguir respirar implantando algum ramo de negócio, investindo na agricultura, e assim se salvaram da longa crise em que o município foi mergulhado, há cerca de 70 anos atrás e que levou cerca de 90% da população à insólita falta de oportunidade.
      Com esta breve análise, logo se vê, como um cidadão (que se pretendia líder municipal e com 20 anos de mandato), deixou o nosso município, isto é, entre os menos crescentes  da Região Nordeste do Pará. Sua notória falta de visão, a ambição de sempre vencer eleições, a facilidade para angariar votos através do clientelismo, concorreu para a estagnação municipal, cujo amargo resultado infelizmente ainda permanece. Porém tal fato não isenta outros que também optaram por ser "políticos" em épocas mais recentes  mostrando-nos as mesmas características ( ou deficiências) dos homens públicos de antes, no que concerne: incapacidade legislativa ou gestora, ausência de visão pública e falta de noção desenvolvimentista. Às vezes são grupos que sempre preferiram se fortificar, no único propósito de sempre de vencer uma nova eleição, aliando-se constantemente a outros e que ao invés de defenderem o cidadão, preocupam-se mais em se prolongar na vida pública, mesmo sem render algo de substancial ou objetivo, mas mesmo assim, ainda conseguem vários mandatos. 
      Em vista disto, temos este "novo" velho Sta. Izabel, entre o oportunismo e a inexperiência de alguns atores, o que se revela em um resultado drástico e desconfortável para um povo honesto que aspira um município com melhores perspectivas de crescimento, um rumo positivo, novas oportunidades de trabalho, uma assistência médica e água salutares, saneamento básico condizente
e que seja apagada para sempre a página negra do passado.
    

    Por: Orlando Lino

        

domingo, 4 de agosto de 2019

"B E L E Z A S D O C A R A P A R U"

Local do evento
Parte do público presente

     Fora lançado como previsto, o livro (ensaio-fotográfico) denominado "Belezas da Vila de Caraparu" do autor Celso Lobo, cidadão de nossa capital e admirador da natureza daquela região izabelense. O referido fotógrafo que já vinha pesquisando há um bom tempo, levou cerca de cinco anos para concluir este trabalho. O evento aconteceu às 10 h da manhã de ontem (sábado 4) no Bar e Restaurante do Wilsinho, na beira do rio que dá o nome à Vila. Se fizeram presentes: o vice-prefeito Gilson Freitas e alguns vereadores, além de várias pessoas convidadas de nosso município e de Belém. Trata-se de uma de boa impressão, que reúne inúmeras imagens do Rio Caraparu, bem como, do Distrito izabelense. O exemplar era adquirido e autografado pelo pesquisador no momento, ao preço de R$ 100. 
     Até por voltas das 12h 30 o ambiente continha bastante interessados em adquirir a obra. 


  Por: Orlando Lino   

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

R E M I N I S C Ê N C I A S


   Aí, a capa do primeiro álbum de figurinhas que conheci, quando tinha 12 anos de idade.Lembro da dificuldade que eu, meu irmão e o resto da garotada tínhamos para tentar preenchê-lo, pois tivemos que comprar os pacotinhos de figuras em Belém ou encomendar para que algum amigo trouxesse.Creio que faltaram pouquíssimas fotos para completarmos a coleção.Como se vê, este àlbum fora lançado em 1956 e na época, muitos estados do Norte e do Nordeste apareciam com suas seleções, como Pará,Amazonas,Maranhão,Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Pernanbuco etc. O selecionado do Pará, não dá pra lembrar de todos, salvo o engano, eram esses: Schmith (do Remo) goleiro;Biroba (Tuna) e Gilvandro (Paysandu); Nonato (Tuna), Manoel Pedro (Paysandu) Jambo (Remo); Marido (Remo), Sessenta (Remo),Quiba (Remo),Natividade (Paysandu) e Jaime (Remo).
    Ilustrava a capa, um desenho destacado,aparentemente do famoso Ademir Menezes com o uniforme  da Seleção Brasileira. Esta coleção acabou dilacerada pelo inexorável tempo e a encontrei a uns quatro anos atrás no Facebook, como um milagre da tecnologia. 
   Aí a saudade bateu forte.   

BAÚ DA BOLA

Para os desportistas mais novos, este foi um dos melhores pontas-esquerdas e depois meio campista que atuou no nosso futebol nos anos 60. Tr...