quarta-feira, 15 de agosto de 2018

UMA PRAÇA, UMA HISTÓRIA


     Como se visualiza bem, aí está a Praça Sta. Izabel, hoje modéstia à parte, um dos mais aprazíveis logradouros ou   cartões de visita de nossa cidade. Como qualquer outra, ela tem seus idealizadores, sua razão de existir e naturalmente sua história.
  Quem conheceu aquela área até por volta dos anos 80, deve lembrar que se tratava de um local pertencente ao Colégio Antonio Lemos, isto é ao Estado, e tinha aproximadamente 5 ha em forma de um triângulo, totalmente inaproveitada há exatos 55 anos, onde prevalecia uma vegetação de capoeira alta, nos dando um aspecto estranho, senão obscuro, para a entrada de uma cidade. Bem ao final daquela década (em1989), o prefeito que assumia o município, recebia um cidadão em seu gabinete, trazendo-lhe uma proposta de elaborar um projeto para transformar aquele vasto espaço ocioso em uma praça de lazer pública e que para isto o município não teria o menor ônus com o projeto que seria de sua autoria. Optou-se por um plano mais simplificado possível, à altura das finanças do herário, de vez que aquele novel gestor, acabara de receber o município em condições deploráveis e naturalmente, desfavoráveis financeiramente falando. Depois de analisar nossa ideia, ele não só aplaudiu, como nos autorizou as primeiras providências, como, medição e demarcação do empreendimento e logo se antecipou para contatar com as irmãs do Colégio, para se assenhorar da situação real daquela área. Resolvida a concessão de posse ao município, o gestor logo conseguira vários materiais necessários, o operariado e repentinamente fazia começar a empreitada. Ao cabo de poucos meses, ele entregava ao povo izabelense uma de suas melhores realizações nos dois mandatos que cumpriu em nosso município, com energia, capacidade, diligência e honestidade. 
    Aqui não vai nenhum tipo de desapontamento por não constar meu nome na placa inaugural, muito pelo contrário,só o meu orgulho em poder colaborar com a melhoria paisagística e urbana de minha cidade, e ter meu pleito atendido com louvor por um dos melhores gestores que tivemos em todos os tempos, valeu a pena. Ou melhor, só valeu a pena.
   Eu é que tenho que dizer de todo coração, em meu nome e em nome desse povão que o elegeu em duas oportunidades:
   Muito obrigado Dr. Edilson Abreu! 
    
                                    Orlando Lino     

FRANGÃO NA SEGUNDINHA


    A Federação Paraense de Futebol já definiu os quatro grupos de clubes que participarão do Campeonato Paraense da Segunda Divisão deste ano, que está previsto a princípio, para iniciar-se no dia 23 de setembro, com 15 disputantes. No Grupo A1 estão: Tapajós, São Francisco e Sta. Rosa; no A2: Carajás, Vênus,Pinheirense e Paraense (Marituba); no A3: Tiradentes, Sport Belém,Vila Rica e Desportiva;no A4: Gavião Kyikategê, Clube Atlético Paraense (Parauapebas), Izabelense e Tuna Luso. A tabela dos jogos será sorteada dentro de poucos dias e apenas dois concorrentes passarão à fase principal do Parazão. Nos grupos: A2,A3 e A4 os jogos serão de ida e volta, com exceção do A1 que serão todos em Santarém e o Sta. Rosa terá que se deslocar para a Pérola do Tapajós.
   A Direção de Esportes do Frangão da Estrada já vem tomando iniciativa em relação à competição, estando em negociação para formar uma Comissão Técnica,tendo inclusive relacionado alguns jogadores locais que disputaram o Torneio no ano passado e aberto incrições para novos atletas que se disponibilizem a testes.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

SAUDOSOS TEMPOS


     O ano era 1956 e eu contava com meus 12 anos de idade, pela primeira vez tive a satisfação de ter em mãos um álbum de figurinhas esportivas, algo que deslumbrava a molecada da época. Naquele tempo o Campeonato Brasileiro era disputado por seleções dos respectivos estados e a coleção começava com os escretes do Norte, parte do Nordeste e Centro-Oeste, depois os principais clubes do Sul e Sudeste. Cada figurinha vinha envolta a embalagens de saborosos bombos, que comprávamos nas principais mercearias ou mesmo em Belém, cujo preço não recordo. Aqueles que preenchessem totalmente o álbum faziam jus a prêmios como: bolas de futebol,rádios,patins,patinetes,relógios, até máquinas filmadoras, dentre outros. Em Sta. Izabel não lembro se alguém fora premiado, apenas tenho certeza que eu e meu irmão, chegamos bem perto de completar o preenchimento. Por muitos anos este álbum esportivo permaneceu pelas gavetas de casa, depois não sei definir o seu paradeiro, só lembro que muitos anos depois, ainda tornei a folheá-lo porém com suas páginas já bem amareladas pelo tempo e algumas delas danificadas e recompostas com durex, o que lhe davam sobrevida. Ali tínhamos à mão parte da biografia de centenas de jogadores deste Brasil à fora. Destaque para a Seleção Paraense (ilustração acima), em uma época em que prevalecia a prata da casa e que naquele ano teve a seguinte formação: Smith (Remo), Manoel Pedro (Paysandu) e Gilvandro(Paysandu);Jambo (Remo), Nonato (Tuna), e Biroba (Tuna); Texeirinha (Tuna),Quiba (Remo),Sessenta(Remo),China (Tuna) e Jaime (Remo); técnico: Marituba (também um dos maiores craques do passado, que atuou na União Esportiva, bem como, na Seleção Paraense).
    Casualmente vasculhando a internet, de repente fui transportado há 62 anos atrás, quando me deparei com a publicação da referida coleção em sua íntegra e com imenso prazer,relembro aos amigos, um pouco da história do nosso futebol com a ajuda dessa fabulosa mídia.

Fonte: Ídolos do Futebol Brasileiro 1956. "Os Livros de Ouro da Juventude".    

BAÚ DA BOLA

Para os desportistas mais novos, este foi um dos melhores pontas-esquerdas e depois meio campista que atuou no nosso futebol nos anos 60. Tr...