É naturalmente válido quando Executivo e Legislativo se dão as mãos, no sentido de discutirem e elaborarem ações em proveito de uma comunidade, o que poderia resultar no bem-estar de todos. Por outro lado, se este entendimento não contemplar melhorias para a população, é claro que se torna improdutivo ou até mesmo inconsequente. Um acordo efetivado entre esses dois poderes, jamais pode ter a conotação de uma simples junção autoprotetora. Se olharmos gestões que buscam parcerias apenas para adquirir respaldo ou força política, acabam por cooptar a maioria do legislativo e não raras vezes, passam a administrar à seu bel prazer e majoritariamente, controlando tudo e a todos. Enquanto o administrador adquire ampla segurança em sua gestão, sem a preocupação de intervenções ou ações contrárias, o legislativo lhe é fiel, em troca de generosidades, assegurando-lhe total e irrestrito apoio. Do outro lado está o cidadão, já meio incrédulo do discurso messiânico de mudanças, passa a se perguntar: quando será que virão essas melhorias e tranformações, se já não temos a voz e nem vez, daqueles que deveriam nos representar? Só ele sabe o que é um sonho desfeito, quando verifica que continua sem os direitos básicos para o seu bem-estar como: saúde, educação, segurança e oportunidade de trabalho. Aí ele começa entender que é o único que continua sem poder e muito menos força nesse processo "amigável" -,embora seja ele quem efetivamente paga a conta, sem poder participar do baile. E se descobre como sendo, o verdadeiro pagador de promessas, "alheias".
quinta-feira, 26 de abril de 2018
PAGADOR DE PROMESSAS
É naturalmente válido quando Executivo e Legislativo se dão as mãos, no sentido de discutirem e elaborarem ações em proveito de uma comunidade, o que poderia resultar no bem-estar de todos. Por outro lado, se este entendimento não contemplar melhorias para a população, é claro que se torna improdutivo ou até mesmo inconsequente. Um acordo efetivado entre esses dois poderes, jamais pode ter a conotação de uma simples junção autoprotetora. Se olharmos gestões que buscam parcerias apenas para adquirir respaldo ou força política, acabam por cooptar a maioria do legislativo e não raras vezes, passam a administrar à seu bel prazer e majoritariamente, controlando tudo e a todos. Enquanto o administrador adquire ampla segurança em sua gestão, sem a preocupação de intervenções ou ações contrárias, o legislativo lhe é fiel, em troca de generosidades, assegurando-lhe total e irrestrito apoio. Do outro lado está o cidadão, já meio incrédulo do discurso messiânico de mudanças, passa a se perguntar: quando será que virão essas melhorias e tranformações, se já não temos a voz e nem vez, daqueles que deveriam nos representar? Só ele sabe o que é um sonho desfeito, quando verifica que continua sem os direitos básicos para o seu bem-estar como: saúde, educação, segurança e oportunidade de trabalho. Aí ele começa entender que é o único que continua sem poder e muito menos força nesse processo "amigável" -,embora seja ele quem efetivamente paga a conta, sem poder participar do baile. E se descobre como sendo, o verdadeiro pagador de promessas, "alheias".
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