terça-feira, 28 de agosto de 2018

CONSTRUAMOS UM GRANDE IZABELENSE





Plano para reestruturação do A.C. Izabelense
    Sem nenhuma ponta de vaidade, porém com muito orgulho, podemos assegurar que fazemos parte da Família Izabelense desde os idos de 1955. Foi exatamente nessa época que participávamos de uma equipe infanto-juvenil chamada Leãozinho Esporte Clube e que posteriormente o saudoso Mestre Silva fora buscar a maioria desses mini-atletas em 1960, para recompor a equipe principal do Alvirrubro de nossa terra, quando foram convidados: Osvaldino (meu irmão), Nego Chico, Eu, Nego Zé, Lola, Zé Campos e Alderico. Como remanescentes do último plantel ainda estavam por lá os veteranos: Ofir (goleiro), Bicudo,Tem-Tem,Caboclo Orlando, Major, Jaú,Kenzol,Peixe, Duca e alguns outros. Tempos depois nossa equipe fora ainda mais reforçada com os jogadores:Cacareco (arqueiro), Vicente,Jurandir,Edmilson,Formiga, Ratinho,Pipio dentre outros e assim levamos o Vermelhão a conquistar o primeiro Campeonato Interclubes, promovido pela então FPD-Federação Paraense de Desportos em 1964 e um Tricampeonato (64-65-66) logo que fora criada a LAI-Liga Atlética Izabelense.  
      Historicamente o Izabelense foi um clube que conseguiu sobreviver, mesmo a despeito de um município paralisado, em função de uma crise política entre 1950 e 1980, porém existiam na época figuras dedicadas que se entregavam de corpo e alma em defesa das cores Vermelha e Branca e assim conseguiram sobrepujar todas as dificuldades inerentes -inclua-se aí, valorosos e inúmeros atletas, que deixaram seus nomes inscritos na galeria dos grandes futebolistas Atleticanos -cujo lema era sempre a vitória, que norteou por anos a fio todos aqueles que faziam um Izabelense forte, vitorioso e competitivo no decorrer daqueles anos.     
   Todavia quem viveu essa fase gloriosa jamais pode admitir que vultos como: Manoel Silva (um dos fundadores falecido em 1999) e ainda José Pedro de Almeida Campos, que iniciou o muro do estádio construindo também o portão central e mais recentemente Edilson Abreu que realizou várias obras, como: vestiários, arquibancadas, reconstrução do gramado, que passou a ser uma referência no Pará e, o primeiro a inscrever o clube no Campeonato Paraense -quando disputou em pé de igualdade com as equipes mais tradicionais -além de muitos outros grandes beneméritos -possam estar hoje no fosso do esquecimento, levando-se em conta o trabalho abnegado e proveitoso que dispensaram a esta agremiação e que deixaram o caminho pavimentado para que outros entusiastas dessem sequência. Como fruto daquela organização, nosso clube ficou conhecido em todo o Brasil, chegando até a disputar finais do Parazão e participar (por duas vezes) da Taça de Bronze, (equivalente à Terceira Divisão do Campeonato Brasileiro, hoje). 
    Porém como fato lamentável, alguns anti-desportistas, aproveitando-se da ausência de vários beneméritos entre 2000 e 2006, ocuparam o clube indevidamente e deixaram além de pesadas dívidas, a subtração do seu patrimônio, causando além do prejuízo material um vexame inominável ao bom nome da agremiação -atitude porém, que fora rechaçada a tempo, pelo benemérito Orlando Lino e alguns outros simpatizantes, através de uma Ação Judicial.
   Conclui-se portanto, que o nosso clube tem tudo para voltar a ser uma das mais importantes e fortes agremiações do Nordeste Paraense, basta que nos pautemos nos grandes desportistas do passado, dando sequência ao legado que nos proporcionaram, com trabalho, união e visibilidade gerencial. 
     Hoje se faz necessário um planejamento criterioso que contemple: a construção da sede social onde sejam expostos sua galeria de troféus, imagens de seus grandes benemerentes e equipes de várias épocas; uma sede campestre que dará ao associado mais opção de lazer e diversão, atraindo assim novos colaboradores; reforma e construção de novas instalações no estádio criando-se espaços de aluguel para lojas comerciais; reuniões estatutárias(a cada 15 dias); elaboração do calendário de atividades esportivo-social do ano,bem como, ação junto à Prefeitura Municipal, solicitando a devolução e reincorporação de uma faixa de terra de 8 m, pela Rua Cap. Noé de Carvalho,parte dos 18 m cedidos amigavelmente em colaboração ao município (em 1967),mas que só foram utilizados 10 m -,o que permitirá inclusive, a extensão do gramado de jogo de 100, para 105 m x 68 (medidas oficiais). .  
   Com providências dessa natureza, o torcedor Alvirrubro terá uma motivação a mais(além do futebol), para apoiar, frequentar e dar sua indispensável contribuição ao Clube, o que lhe possibilitará dar passos mais significativos e decisivos em busca de sua reestruturação, recuperando o seu prestígio sócio-esportivo e trazendo de volta a alegria da Família Alvirrubra. 


                                                  Orlando Lino- Sócio Benemérito
            

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