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| Trecho da Av. Marechal Deodoro, no Centro da cidade. |
Os izabelenses nascidos entre os anos 30 e 50 podem avaliar com muita propriedade o esbulho que este município sofreu diante de uma excrescência política, que o impediu de se desenvolver por cerca de trinta anos consecutivos. Poucos porém se dão conta do amargo preço que se paga até hoje, tendo em vista um município ainda sob o impacto de outrora, segue semi paralisado em vários aspectos, o que espelha o seu subdesenvolvimento e que oprime e constrange a todos aqueles que um dia sonharam ver no século 21, sua Terra Natal, entre as mais progressitas.
A história registra que Sta. Izabel chegara à condição de Vila, em 1899, tendo em vista o seu vertiginoso progresso e, ganhava foro de município em 1934 também em função do seu célere crescimento. Infelizmente 16 anos depois ( à partir de1950), se viu tragado por uma perversa politicalha que lhe levou ao retroagimento, tirando-lhe toda e qualquer condição de progredir e competir com os demais municípios da então chamada Zona Bragantina. Tratava-se de um grupo tutelado e liderado por um chefe político que fora deputado estadual por cinco mandatos -,cujo propósito maior era se manter no poder a qualquer preço, e em cujas três décadas, deixou como saldo o retrocesso e a desesperança para o nosso povo. Uma das práticas mais empregadas era o clientelismo (favor pessoal) , o que aprisionava e catequizava uma população que mesmo desprovida de saúde, educação e oportunidade de trabalho -,não tinha outra alternativa senão a submissão e o arrego. Para se ter uma ideia concreta dessa incongruência, o município estagnou e fora impedido de contar com: um hospital público; uma Mesa de Renda Federal ( que foi desativada); um colégio para jovens do sexo masculino; a 2ª Residência do DER (hoje SETRANS); uma Escola Técnica Agrícola (que fora instalada em Castanhal);não houve apoio político para construir-se o prédio do Ginásio Pe. Marcos Schawalder; desinteresse em construir a Transamericano, na antiga via férrea (projeto do então prefeito Nestor Ferreira em 1967); desestímulo para instalação de agências bancárias em nossa praça; da mesma forma não houve empenho para que o município passasse a pertencer à Região Metropolitana e, ainda por cima perdemos o concurso de várias empresas de porte que aqui pretendiam se instalar, por falta de habilidade,visão e gestão política. Para completar o quadro de horrores naquele período, nos sufocaram de penitenciárias por todos os lados na Colônia Agrícola Ferreira Pena -,quando na realidade se poderia ocupar uma área tão estratégica e extensa como aquela, com a instalação de um grande parque industrial -onde se conclui que o tal agrupamento de presídios, pode ainda hoje, constituir um entrave ao desenvolvimento geral do município.
Atentando-se para todas esses contratempos e desmandos, não se pode ter dúvidas do quanto aquela politicalha atingiu tão drasticamente o nosso município, causando-lhe um prejuízo socioeconômico inimaginável e incalculável, evidenciando o porquê do nosso subdesenvolvimento que infelizmente ainda se faz presente, quando nos deparamos com um sistema político equivocado, pouco produtivo e menos ainda criativo, portanto um fantasma da velha política do passado, que levou o município ao indesejável descompasso e à desesperança de várias gerações.
Faz-se justiça afirmar que, ao longo dessas oito décadas de existência de Sta. Izabel, tivemos uma ou outra fase que nos trouxe algum alento no sentido de avanços, porém o espírito do retrocesso que ainda está muito presente e arraigado, nos impede de darmos passos mais significativos adiante.
Para completar o quadro aterrador, hoje convive-se com o possível desmembramento do distrito de Americano, que como se sabe, poderá trazer mais restrições aos cofres municipais, com redução de renda, face a perda de habitantes e alguns importantes empreendimentos constantes naquela vila.
Espera-se portanto o dia em que nossa gente (principalmente os jovens),

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