segunda-feira, 5 de novembro de 2018

A FALTA DE UM MATADOR


    O termo  muito em voga na linguagem do futebol é o matador. Em outros tempos, dizia-se que a equipe tinha que ter um bom goleiro, o que já seria meio time. Na realidade , numa esquadra de futebol todos sempre foram importantes, tanto aqueles que defendem a meta, os que armam jogadas e os que faturam gols. O Brasil tem fama de ter produzido excelentes arqueiros e excepcionais goleadores ao longo de sua história, porém existem fases escassas e os clubes padecem por isso. 
  Trazendo a prosa para o nosso "Papa Chibé", o Paysandu que possuiu grandes camisas-nove, como: Hélio, Quarenta (Luis Lebrego), Ernesto, Luciano,Tony, Robilota, Bené, Carlos Alberto (Urubu), Estanislau, mais recentemente Robgol, Vandick e tantos outros -, agora também inserido na maré escassa de matador, sentiu nesta Série B a ausência de um verdadeiro goleador. De todos contratados para a função os que realmente marcaram presença e gols, foram os jogadores Bergson e Cassiano (ilustração), que ajudaram e muito, o clube em grandes vitórias, porém atraídos por melhores contratos, tiveram que deixar a Curuzu, deixando também uma lacuna no ofício de balançar as redes adversárias. De Cassiano o que se sabe é que ele realizou 11 jogos pelo bicolor e marcou 20 vezes, e que fora fazer um tratamento de uma lesão (no púbis) e por lá recebeu uma proposta vantajosa de um clube chinês e pra lá se foi.
   Quanto ao Papão a partir daí, mergulhou num jejum de gols e em função disso  agoniza na Zona de Rebaixamento em algumas rodadas, e agora faltando apenas 4 jogos, reza para não lhe acontecer o pior.        

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