segunda-feira, 3 de dezembro de 2018
QUE FIM LEVARAM ?
No início de novembro (dia 6) recém passado postei aqui no espaço, a curiosa maneira de como fazer um ninho, quando vi pela primeira vez um sabiá tecer seu "lar" dentro de um abajur, bem no beiral do pátio de casa. Pois bem. Naquele momento calculei que os filhotes (que eram em número de três) poderiam estar com cerca de 15 a 20 dias de nascidos aproximadamente.Como não tenho prática nenhuma com passarinhos, o máximo que pude fazer foi dar uma olhadela de vez em quando, temendo uma queda que poderia machucá-los ou até levá-los à morte, pelo fato de embaixo ser tudo calçado. Também temia por predadores descobrirem o aconchegante ninho e carregá-los transformando-os em refeições. Foram alguns dias de apreensão e extremo cuidado, servindo como protetor e ao mesmo tempo, admirador dos pequerruchos. Confesso que já estava gostando de ouvir os seus piados matinais exigindo da "mãezona" as refeições diárias e ela sempre ativa e cuidadosa contentava a todos. Acho que eu e aquela família inquilina já nos dávamos muito bem, apesar de mãe sabiá, não aceitar muito amigavelmente minha aproximação com suas crias. Ao entender que mais cedo ou mais tarde aquele encontro matinal poderia acabar, sempre torcia para que eles não crescessem tão rápido e viessem a me dar adeus.
Na semana passada de manhã cedo, ao chegar próximo do ninho nos os vi mais, com seus pescocinhos e bicos abertos demonstrando aquele apetite voraz. Olhei em volta e nada vi, nenhum sinal sequer de vida pelo chão. Peguei a escada e toquei o ninho por fora fora e nada. Por fim, peguei um espelho e olhei para dentro, qual a minha decepção e tristeza, não tinha o menor vestígio daquele trio de passarinhos que conviveram ao meu lado por uns 40 dias, porém ainda temia terem sido raptados por algum animal predadador. Depois ainda fiquei olhando o improvisado ninho por alguns dias com saudades, mas me conformei compreendendo que todos merecemos a liberdade e eles partiram para conquistá-la, usufruí-la.
Após uns 8 dias de amarga ausência, vi em cima da cumeeira de casa, 5 espécies de sabiás,sendo dois maiores e 3 menoreszinhos, todos alegres a saltitar e gorgear sobre o telhado, logo imaginei: -devem ser eles, aí votou minha satisfação, eles estão vivinhos e por certo passarão a compor a sinfonia canora que me encanta no alvorecer de todos os dias, no arvoredo do meu quintal.
por OrlandoLino
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