sábado, 9 de fevereiro de 2019
QUEM FOI O CRAQUE
Quem vê hoje aquele cidadão por nossas ruas, alto, de porte esguio, cabelos totalmente esbranquiçados e montado em sua inseparável bicicleta, não sabe que se trata de um dos melhores meias de armação que vestiu a camisa número 8 do Atlético Clube Izabelense nos anos 50. Trata-se de Augusto Lourenço Barros, ou Ceará, como ficou conhecido nas quatro linhas e após ter parado de praticar o futebol. Era um jogador participativo e técnico que fazia a função de ligação com bastante habilidade e precisão nos passes.
Natural de Fortaleza-Ce, onde atuou na equipe juvenil do Ceará Sporting e aqui chegou na metade do século passado. Ao fazer os primeiros ensaios ainda no modesto campo do Vermelhão, foi aprovado e logo assumiu a posição e por longos anos formou numa linha atacante que se completava com Bira, Orivaldo, Walter e Zico. Com orgulho, comenta os inúmeros troféus que ajudou o Izabelense conquistar, porém não esconde a decepção, em saber que todo acervo de taças e fotos memoráveis (que eram muitas), foram extraviadas ou subtraídas do clube. Ele relembra com clareza de um desses troféus, que foi conquistado na cidade de Castanhal, em um torneio onde participaram: os donos da casa (Castanhal E.C.) o Panther, (clube de nossa Capital que disputava a primeira Divisão), o Moema (de nossa vila), além do Izabelense. Ao final ficaram: o nosso Vermelhão e a equipe de Belém, que empataram no tempo normal e foram decidir em pênaltis. O excelente arqueiro Quirica pegou todos e chegaram em Sta. Izabel, que os recebeu em festa. Comenta com uma ponta de vaidade, que viveu a fase do amadorismo, onde o atleta tinha apenas o carinho e o apoio dos torcedores, porém era gratificante.
Chegou a citar alguns jogadores que mais se destacavam em sua época, como: Quirica, Caboclo Orlando, Pedro Brito, Jaú, Orivaldo, Duca dentre outros.
Nos esclareceu também na oportunidade, que seus filhos tiveram realce atuando pelos principais clubes locais.
Augusto ou Ceará, hoje na casa dos 80 anos, disse que poucas vezes voltou ao Abreuzão após ter deixado de jogar futebol, e apenas guarda consigo as grandes recordações daquele esquadrão difícil de ser batido em seus domínios, que era o Atlético Clube Izabelense de sua época. Porém ainda assiste vez por outra, o futebol através da TV, junto aos familiares, no Bairro de São Raimundo onde reside há bastante tempo.
Aí portanto caro desportista,uma pequena história de um grande atleta que deu muitas alegrias à torcida Alvirrubra nos idos de 1950, porém esquecido como tantos outros, em um clube que já teve sua grande fase, organizacional, que o fazia ser um dos grandes representantes do nosso futebol. Porém craques assim, não podem deixar de ser incluídos na grande Galeria dos Atletas Izabelenses.
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