segunda-feira, 29 de julho de 2019

TURISMO SEM RUMO

Espírito Santo do Itá, uma das relíquias izabelenses ainda mal explorada.

     Cidadão de Belém, ouviu pelo rádio sobre as belezas dos igarapés izabelenses, especialmente do Espírito Santo do Itá. Depois de checar tudo como se chegava na Izaterra, juntou a família, os apetrechos próprios para pic-nic, acomodou tudo no carrinho e pegou a estrada, pois acreditava que ía ter uma manhã tranquila e maravilhosa no dia de ontem (domingo,28). Primeiro se espantou com a PA-140 (uma via estadual) repleta de crateras por todos os lados e de mão dupla, mas mesmo assim valia a esticada. Demorou para encontrar a entrada de Conceição do Itá, pois não tinha nenhuma indicação que lhe orientasse. Esperou mais de 10 minutos para que alguém lhe ensinasse como chegar no balneário previamente escolhido. Adentrou na estrada e após mais 10 minutos, já ía desembarcar quando lhe disseram que alí ainda era São Francisco do Itá. Mostrado o verdadeiro caminho, o nosso visitante seguiu viagem e mais 15 minutos, parou em uma bifurcação que não sabia para onde seguir. Esperou mais 5 minutos até se aproximar um motociclista que lhe indicou o rumo certo do tal balneário. Chegou cansado e já extenuado porém a vontade de cair naquela água límpida e fria, compensava uma viagem quase sem rumo. Todos gostaram do ambiente aconchegante e ainda rupestre, onde o igarapé que vem rasgando a mata, com suas águas semi-geladas, agrada aos mais exigentes gostos,mesmos os acostumados com Marudá, Salinas, Copacabana, Miami, por aí. 
   A família já marcara o dia de uma possível volta e desta vez trariam os parentes,os amigos e os amigos dos amigos, além da charanga do Remo, pois o nosso amigo visitante é Azulino doente.
   Já por volta das 18 horas, resolveram se despedir daquele paraíso, até então nunca visitado por eles.Após 5 minutos do regresso, chegaram na dita bifurcação. Ele parou, e logo em seguida seguiu viagem. Após quinze minutos sem enchergar a vila mais próxima (São Francisco) e já escurecendo, deu o alarme à cara metade: -Mulher estamos perdidos". As crianças logo se alvoroçaram e apenas veio a salvação minutos depois, quando passava mais um motociclista e lhe deu a boa nova: -Por aqui, o senhor vai sair na Vila de Americano e só seguir, que em 10 minutos, chega lá, depois é só pegar a BR e regressar para Belém." A mulher do turista, depois de ter rezado quase um terço inteiro, respirou fundo e disse: "É, o balnenário não tem nenhuma sinalização que oriente a chegada ou a saída. Que seria de nós se não existissem "anjos-da-guarda"? Prometeram voltar, porém só depois que souberem que a Prefeitura já colocou pelos menos uma plaquinha, orientando quem vem de fora.
    -Pergunta-se: como é que podemos pensar em turismo,se ainda não temos sequer uma mínima plaqueta indicativa, que oriente os turistas a chegar aos nossos aconchegantes e maravilhosos rios e igarapés? 
    Quando estivermos pensando em disseminar esta rentável atividade em nosso município, começamos pelas placas orientadoras, caso contrário o turista continuará como cego em tiroteio,isto é, perdidíssimo.  

 Por: Orlando Lino      

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