sábado, 10 de agosto de 2019

AO MEU P A I

Orlando Lino

     Pela tua tão breve passagem por esta terra, deixastes sementes, logo a prova insofismável de tua existência. Fomos quatro rebentos, que hoje sequenciaram e transformaram esta grande árvore genealógica, em netos, bisnetos, trinetos e ... só a eternidade dirá quantos descenderão do casal Você e Mamãe. A família cresceu e crescerá, na forma natural do ciclo da vida. 
     Hoje não é só o único dia que deves ser lembrado, porque os Pais sempre foram e serão lembrados todos os dias em que acordamos e percebemos que existimos e se existimos é porque logicamente tivemos nossos genitores. 
    Cada pessoa tem sua história mesmo entre membros da mesma consanguinidade. Eu como o último da prole, não tive a felicidade de te conhecer mais na tua essência,assim quis o destino, porque quando desencarnastes eu contava apenas quatro anos. Por isso me restaram muito pouco do teu semblante, da tua alegria, do teu afago, do teu calor, do teu ombro amigo e paterno. Mas conforta-me ter passado esses 48 meses contigo, porque tenho certeza que como outras crianças cheguei a conhecer meu Pai  -em que pese tantas outras não terem tido este privilégio. Agora, 71 anos do teu passamento, o que me orgulha e sempre me orgulhará, são os relatos de tua companheira (minha Mãe), que levou a vida me ensinando e me orientando como seguir nesta espinhosa missão terrena. E, que tudo que ela me repassou, para que eu me norteasse nesta caminhada, fora o que ela viu e ouviu ao conviver contigo.Pai, você me deixou além da vida, um exemplo de trabalho, humanismo,honestidade e perseverança. 
    -O que eu deveria pedir mais?
    -Parabéns neste, e todos os dias meu Pai, Osvaldo Lino! 

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