| Aspecto de um de nossos postos com imensas filas |
Depois do imbróglio estabelecido e que vem gerando atropelos de toda ordem a todos nós brasileiros, o governo , a Petrobras e os representantes dos rodoviários, tentam alguns caminhos e meios para chegar a um consenso no sentido de atender e satisfazer a todos. Enquanto os caminhoneiros reivindicam uma significativa redução nos preços dos combustíveis e no pedágio rodoviário, com justíssima razão, a Petrobras examina até aonde pode ceder no que tange a esta redução. O Governo Federal se comprometeu retirar as taxas do Cide, PIS e do Cofins o que poderia baixar consideravelmente os preços nos postos -medida aliás, ainda vista com reservas pelos caminhoneiros e que demandará algum tempo para surtir os efeitos desejados. Nas estradas muitos dos particpantes já deixaram o movimento, porém ainda existem inúmeros veículos estacionados nos acostamentos, esperando talvez os resultados finais das negociações. Os postos de vendas se esforçam para manter o produto nas bombas e o atendimento não sofra descontinuidade. A paralisação que se estendeu por sete dias, trouxe vários atropelos a hospitais, supermercados, feiras, escolas e ao comércio de um modo geral, com a falta do produto e do gás de cozinha. Em nossa cidade tivemos alguns postos onde se esgotou o produto e outros com filas quilométricas nestes últimos dias.Vive-se portanto uma das piores crises dos últimos tempos, no que se refere abastecimento de combustíveis, algo que não acontecia nestas proporções, há cerca de 20 anos. Evidentemente que todos compreendem a situação aflitiva dos trabalhadores rodoviários, que já não aguentam mais a majoração constante nos preços do óleo diesel, porém olhando-se por outro lado, se tem uma das companhias mais rentáveis do país, que tenta se recuperar de uma verdadeira sangria orquestrada ao cabo de 13 anos, onde comprou-se até refinarias sucateadas e realizaram outros gastos desnecessários, gerando prejuízos incalculáveis à Petrobras -proporcionado por alguns calhordas, que quase lhe levaram ao abismo ou à bancarrota. Enquanto não se consegue equacionar esse estado de coisas, o povo se vê obrigado a penar em imensas filas sob sol e chuva, sem saber ao certo quando irá acabar e nem quem são os verdadeiros mentores desta desavergonhada atitude.
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